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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tudo começa pelo pouco





Olá queridos navegantes dessa nave louca chamada vida,

eu sou da época em que as escolas faziam com que, antes de entrarmos nas salas de aula, cantássemos o hino nacional e o hino da Bahia. Foi assim que eu (e muitos colegas) conseguimos aprender a tão polêmica letra da nossa ode ao país. É preciso ver-se o hastear da bandeira para sentir a emoção no peito, para ver crescer o amor pela pátria.

A escola está perdendo o seu foco. Antigamente, era o espaço para a descoberta do pensamento crítico, era o espaço para as pesquisas e o aprendizado. Não estou querendo dizer, com isso, que o problema seria resolvido com o cantar do hino, porém, posso afirmar que já é um passo para o olhar cidadão que todos os estudantes devem ter.


Quando eu estava na escola, aprendi a representação da Bandeira, descobri quem havia escrito a letra do hino nacional e aprendia, em diversas aulas, formas de criticar (no sentido correto da palavra) a política, a educação, a pobreza e muito mais. O grande problema é que a preocupação dos poderosos é outra... É isso que deve mudar.

Muitos, hoje, não sabem nem o que é democracia... Não sabia, sequer, que já vivemos a monarquia e por aí vai piorando... Precisamos, enquanto educadores, melhorar o incentivo para a busca da melhoria. Se não podemos confiar em nossos governantes, devemos criar novos pensadores para o melhor amanhã.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem são os verdadeiros críticos?


O que me deixa invocado é essa discussão sobre os críticos. Eles são bons, não são? Devemos segui-los, devemos ouvi-los? E esta discussão vem ultrapassando épocas e idades, pois todos querem embasar as suas “teorias” em uma vertente já utilizada.
Como diria um amigo de colegial, “pois bem”, já li inúmeros comentários sobre o que é ser crítico. E me perguntam, diversas vezes, o que é ser um crítico. Daí surgem idéias de que eles são profissionais que não tem aptidão a nenhuma das artes e acaba se tornando um carrasco dos artistas, outros que me dizem que os críticos são os “supra-sumos” no quesito em questão. E, então, o que são eles?
Certamente, há profissionais sérios, na área, mas, como em todos os cantos da imundície trabalhista, há aqueles que estão de penetra. Quem não conhece um engenheiro que ensina física, um médico que dá aula de biologia, até mesmo um ex-advogado como gerente de uma empresa?
Estes críticos sérios trabalham em cima de teorias e argumentos, estudos e pesquisas. Eles não abrem a boca para dizer o que acham, eles confirmam, cientificamente, o que estão dizendo. Mas, o grande problema do nosso século é que a crítica, principalmente literária e cinematográfica, se tornou algo prostituído. Criou-se uma empresa “achista”.
Hoje, os pseudocríticos acreditam julgar uma obra pelo que eles acharam desta. Não há mais a citação de um autor, ou de uma constituição de argumentos que provem aquele ponto em questão, porque o que eles acham que entenderam, ou o que eles dizem ter conhecimento, está estancado numa idéia verbal sem nenhuma magnitude.
Encontramos diversos vídeos, na Internet, de homens e mulheres, adolescentes e adultos, julgando séries, novelas, filmes e livros baseados em nada. Apenas, traduzindo um contexto irrisório de uma realidade que só pertence a eles e tentando fundar um questionamento que traz uma solicitude de piedade para com si próprio.
É preciso que se estude bastante e que se conheça muito para que se chegue ao ponto de criticar um autor, um diretor, um roteirista ou, até mesmo, um ator. Brasileiros do meu coração, podemos todos criticar (temos a liberdade de expressão), mas cuidado para que essas críticas sem embasamento não caiam nos ouvidos (ou olhos) daqueles que entendem, pois a sua rápida e ineficaz fama, pode se tornar uma exclusão social.