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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tudo começa pelo pouco





Olá queridos navegantes dessa nave louca chamada vida,

eu sou da época em que as escolas faziam com que, antes de entrarmos nas salas de aula, cantássemos o hino nacional e o hino da Bahia. Foi assim que eu (e muitos colegas) conseguimos aprender a tão polêmica letra da nossa ode ao país. É preciso ver-se o hastear da bandeira para sentir a emoção no peito, para ver crescer o amor pela pátria.

A escola está perdendo o seu foco. Antigamente, era o espaço para a descoberta do pensamento crítico, era o espaço para as pesquisas e o aprendizado. Não estou querendo dizer, com isso, que o problema seria resolvido com o cantar do hino, porém, posso afirmar que já é um passo para o olhar cidadão que todos os estudantes devem ter.


Quando eu estava na escola, aprendi a representação da Bandeira, descobri quem havia escrito a letra do hino nacional e aprendia, em diversas aulas, formas de criticar (no sentido correto da palavra) a política, a educação, a pobreza e muito mais. O grande problema é que a preocupação dos poderosos é outra... É isso que deve mudar.

Muitos, hoje, não sabem nem o que é democracia... Não sabia, sequer, que já vivemos a monarquia e por aí vai piorando... Precisamos, enquanto educadores, melhorar o incentivo para a busca da melhoria. Se não podemos confiar em nossos governantes, devemos criar novos pensadores para o melhor amanhã.

domingo, 5 de junho de 2011

Vestibular é coisa do passado




Ontem, conversando sobre aulas de Literatura, com uma ex-estudante minha, tive que explicar qual era a real função da educação. A garota me perguntou qual era o livro que eu estava trabalhando, com os meus estudantes de terceiro ano, no momento... Eu lhe disse que estávamos analisando “As Vítimas Algozes” do Joaquim Manuel; o susto que ela levou me deixou ainda mais assustado. “E você acha que vai dar tempo?” – eu, de início, não entendi o motivo da sua pergunta, porém, depois de mais algumas palavras dela, eu comecei a perceber que o seu medo era que os estudantes não estivessem aptos a prestar o vestibular.

Aquilo me deu uma angústia tão grande, que eu fiquei pensando nisso o dia inteiro. Será que é possível que o único interesse do estudante, hoje, seja a aprovação do maldito vestibular? Esse “câncer” da sociedade brasileira está tomando conta da real valorização da educação. Hoje, o estudante não tem interesse em aprender... Quando o educador tenta ministrar o conhecimento, de alguma forma, ouve do seu pupilo a seguinte pergunta: “Professor, isso cai no vestibular?” – Aposto que, qualquer professor de verdade, deva ter vontade de sair correndo e armar uma revolução na porta do congresso.

Na minha época de estudante colegial, sempre quis aprender. Nos tempos de hoje, conheço muitas coisas que aprendi na escola e que sei discutir com quem quer que seja. Os meus mestres me ensinaram a buscar o senso crítico; me fizeram conhecer a minha própria mente, me fizeram ser um ser pensante. Atualmente, os estudantes querem, apenas, decorar... decorar.. decorar.

Será que ninguém vê esse simples aspecto errôneo tomar conta e destruir o que ainda nos resta do aprendizado? Quando é que vamos perceber que vestibular é pros fracos? Quando é que vamos perceber que com esse método a nossa educação só vai ser diluída no poço mágico da destruição e do esquecimento? Vestibular é um exame que “escolhe”, apenas, os que estão, irritantemente, sob a custódia de um arreio. Responder a uma proposição que lhe é imposta é a forma mais medíocre de nomear um aprovado.

Coloquemos esses mesmos estudantes para escrever uma boa dissertação, ou para gerirem um artigo científico de tamanho objetivo (ou objeto) e vejamos se eles são, fatidicamente, capazes de se adequarem às suas próprias opiniões. Marcar um (X) não faz do estudante um universitário. Para que voltemos com o desejo de aprender, precisamos extinguir essa idéia maquiavélica do Vestibular. O estudante (o jovem, o adulto...) deve querer estudar para aprender. Hoje, com tantas universidades, fica fácil estar lá e se tornar um deles; queria ter de volta aquele orgulho de ser aprovado em uma instituição porque somos bons.

Precisamos de mais qualidade... Precisamos de mais vontade. Para isso, é necessário que excluamos essa idéia de um exame sifilítico, que deturpa a imagem da nossa sociedade, e apontemos para um plano maior. Apontemos para uma ordem consumada na própria colocação do aluno. Busquemos os históricos; façamos que eles estudem mais. Pontuemos e qualifiquemos o aprendizado do estudante a ponto de isso reforçar o seu futuro. Se um aluno, hoje, perde um ano, não lhe fará diferença alguma nos tempos do amanhã... Então, para que estudar duro?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nova abordagem para um concurso Público




Fiquei preocupado quando, hoje, cheguei para uma visita em uma escola estadual de Salvador e me deparei com umas das cenas mais deploráveis, para a educação, que já presenciei até hoje. Os alunos estavam brigando enquanto uma professora passava pela briga sem se importar. Eu fiquei abismado ao ver o que tinha acontecido, daí pensei: “Ela deve estar com medo de se meter, pois todos nós sabemos a realidade da educação pública do Brasil”... Daí, por alguns minutos depois, percebi que não se tratava disso, pois ela passou, novamente, pela briga e foi empurrada por um dos estudantes e, neste momento, ela pegou um deles pelo braço e gritou: “Não tá me vendo, aqui, não, ô animalzinho...”

Esta cena me deixou atordoado e querendo saber quando isso vai mudar. Daí, neste meio tempo, eu continuei pensando sobre o assunto e comecei a “mirabolar” algumas saídas para esta deprimente situação. Então, eis que me surge uma ideia, acredito que, fantástica. Toda essa situação se encontra assim porque não se tem uma forma de averiguar quem, realmente, sabe o que está fazendo. Hoje, aqui no Brasil, quando passamos em um concurso público temos, apenas, que mostrar os nossos diplomas. Cada estágio vale mais pontos... Se você é graduado, se você é pós-graduado, se você é mestre, ou doutor... Os seus pontos serão computados.

Porém, nos falta algo que deixaria tudo mais complexo e difícil de se conquistar com tanta ladainha. Poderia ser solicitada a presença do aprovado, no concurso para professor (por exemplo), para que sorteasse um assunto e aplicasse uma aula sobre o assunto escolhido naquele exato momento. Haveria alguns jurados (especializados na área) que examinariam a forma como esse professor estaria se saindo. Desta forma, poderíamos ter mais confiança nos profissionais que estavam sendo escolhidos.

Se continuarmos ativando a vontade de ganhar dinheiro desses profissionais que utilizam a educação para ficar ricos de uma forma preguiçosa, vamos acabar piorando, cada vez mais, a situação educacional do nosso país que, ainda, se chama Brasil. Salvador está clamando por uma inovação na forma de escolha para um profissional adequado para lidar com a educação e com os estudantes maravilhosos que mantemos nos muros escolares.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Análise Visual do Comportamento Estudantil


Hoje, foi um dia menos comum. Entrei, na sala de aula, e comecei a ministrar a aula para uma turma com alunos, em média, com 17 anos. Desta vez, eles não chegaram atrasados, porém, eu pude sentir que não havia um interesse maior sobre o que eu estava falando. Tratava, com eles, de um assunto importante para a gramática Inglesa... Eu lhes mostrava a essência dos “Modal Verbs”. Este assunto, que é de suma importância para o aprendizado da língua estrangeira em questão, é um dos mais cobrados assuntos em exames (tais quais vestibulares, concursos...).

O meu grande desafio, hoje, não foi tentar trazê-los de volta para a aula (aqui, neste ponto, há quem possa pensar que sou um professor ruim, ou, até mesmo, desleixado, porém, há sempre aqueles que conseguem entender do que estou falando). O meu maior desafio, nesta aula, foi tentar entender o que eles pensavam, o que eles estavam fazendo, o que passava em suas mentes...

“É incrível olhar para mais de trinta pessoas e ver que todas elas tem um comportamento diferenciado. Muitos (quase todos) não prestam atenção a uma palavra que lhes é dita. Olhar para eles, de onde estou, é horrível; eles pulam, brigam, discutem e batem uns nos outros. Se você conseguir apagar o som que fica ao redor, poderá perceber o quão inacreditável é... É como nos filmes de guerra, nos momentos em que estoura uma granada, e o homem não consegue ouvir nada mais além do zumbido e consegue, também, ver os movimentos catedráticos e inorgânicos que conseguem fazer.”

Saber que isto acontece, não traz felicidade para mim. Como professor, eu tenho que tentar despertar a vontade de ser alguém nos meus estudantes... Mas, neste momento, eles deixam de ser estudantes e voltam a ser alunos. Não se deve impor culpas... Porém, será que é o meu dever, como educador, criar os filhos de outrem? Ou devo eu, acompanhar esta criação e implantar, na cabeça deles, o conhecimento adequado para que, integrado ao consolo familiar, estes se sintam aptos a crescer moral, psicológica e intelectualmente?