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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando não vale mais a pena...


E se a mente parasse de funcionar como funcionava há tempos?

Não há mais pensamentos livres, somos obrigados a pensar como todos pensam. Acabou o tempo em que éramos livres e não precisávamos utilizar máscaras. É necessária a conformidade para que possamos entender como funciona a cabeça e o coração de todos aqueles que matam, aos poucos, os valores dentro dos seres humanos.

A mente perturba-se com o inverso dos pensamentos que vem à tona com o intuito de fazê-la permanecer na loucura da escuridão dos ideais. O que é certo? O que não se pode fazer? Não há mais atos que se concretizem com os certos valores que se adéquam ao poder de discernir quem sou eu ou quem não sou...

Não há mais saída, não há mais caminhos a serem trilhados... Aliás, os caminhos ainda estão presentes, mas estão cada vez mais decadentes. Os espaços que cabem os nossos pés não nos trazem mais atrativos que nos façam querer caminhar por cima desse barro imundo que persegue o que mais desejamos e o destrói.

O reconhecimento das ações não precisa mais de atenção com tamanha destreza; mas, por outro lado, precisamos saber quando é o momento de parar. Não consigo mais permear a exatidão do que se passa em minha cabeça. Penso que é certo duvidar do que acho que sei, mas, ao mesmo tempo, acho que a minha dúvida não me vai levar a lugar algum. Enfim, essa é a questão pertinente ao que sentimos nessa era do pensamento.

O que precisamos fazer? O que preciso fazer? O que precisamos dizer? O que eu preciso pensar? É difícil saber quando todos estão fingindo sentir e pensar alguma coisa. Quando penso, sou encarado como pseudo-algo; quando me declino, sou transcrito como um traidor. A cabeça roda e o chão sai do lugar; não há mais abstrato ou real... Não há mais como fugir... Chegou a hora de encarar... E o resultado? Só saberemos quando não valer mais a pena lutar por algo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uma Temporada no Inferno




Pela primeira vez, postarei algo que saiu de meus dedos, mas que não saiu da minha mente. Tenho certeza que não escrevi isso... De alguma forma, foi composta. Espero que possam ler.


“Foi difícil enfrentar tantas coisas que vinham de uma vez só por toda a cabeça que, por sua vez, estava parada e não conseguia pensar em nada que não fosse a autoflagelação. Um tempo em que a mente estava fechada e o coração estava tentando se abrir, mas não se encontrava. O meu medo urrava querendo sair e mostrar as caras, mas a minha pouca força de vontade (o que havia sobrado depois de tanto tempo) me fez aprender a defender. Senti o coração apertado por muito tempo e apertava a minha mão tentando fazer com que a dor cessasse, mas ela não o fazia.

Todos os dias, quando acordava, sabia que seria mais um dia de mansidão de calor e intensidade de loucuras. Não conseguia desvendar mais o que era real e abstrato. Vivia em um eterno submundo de prazeres e comodidades, mas, ao mesmo tempo, sabia que precisava de uma calmaria. Esta calmaria me chegava de uma forma inconstante. Nem sempre me servia como alívio, mas era a única forma que eu tinha de entender a mim mesmo.

Os sons que se aproximavam me fundiam entre a loucura e a insensatez, terminavam por me deixar incontrolável, terminavam por me deixar entorpecido por meu próprio veneno que era constituído por uma autodestruição. Cada batida, cada tom de voz, cada perfeição que eu encontrava, me deixava ainda mais perdido, porque no meu mundo não havia nada daquilo. Nenhuma daquelas cores eram bem vindas no que me dizia respeito.

As páginas escritas pra mim estavam em branco, e as páginas em branco me deixavam ainda mais vazio. Me torturavam dentro de um aspecto muito mais doloroso do que o físico e do que o mental. Era algo, realmente, inexplicável, amedrontável, e o pior... Naquele momento, para mim, era idolatrável.

Queria poder chegar ao fim, mas sabia que ainda não seria possível. O meu tempo estava próximo, mas as dores ainda deveriam ser sentidas de outras maneiras. Meus companheiros se afastavam, minhas damas se encontravam fora de alcance, meus pensamentos não mais me pertenciam, na verdade, eu pertencia a eles. E, por último, meus dias não podiam ser contados, porque eu, sequer, sabia em que dia me encontrava.

Se é que, em algum dia, ou lugar, em me encontraria.

Até que a maré passou, e eu percebi que estava vendo flores onde eram apenas notas tortuosas de músicas malfeitas trazidas por um compositor que não sabia ler uma só canção. Estes dias não foram melhores que os outros, pois foi quando descobri que estava tudo bem, que percebi que não era o tudo bem que me fazia falta.”