segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Harmonia





E eis que as suas pernas se enroscam nas minhas,
E o seu corpo responde ao meu chamado.
Os seus impulsos reagem ao comando dado
E o seu fôlego ressoa em meu ouvido.

Que bom que é sentir as suas pálpebras,
O involuntário sentimento de nervoso
Que sobe tremendo as pernas e os nervos,
E que faz com que sintamos uma ansiedade infindável
Que provoca toda a euforia dentro da imensidão dos pensamentos.

Ai que vontade de tocar a harpa do seu corpo,
Que vontade de penetrar o âmago das suas notas musicais.
Ai que saudade que dá da musicalidade da sua fruição,
Do desejo da sua paixão, e do medo de explodir em excitação.

Deixa entrar em harmonia a sintonia da gente,
Grita para o mundo o que tem em mente,
Invade os meus pensamentos e me traduz,
Faz de mim a sua vida e confia em tudo o que me seduz.

Deixemos que a fragrância do amor role por todo o lençol.
Permitamos que as entranhas se pareçam estranhas
Ainda que singelas, ainda que constantes...
Ainda que puro doce, ainda que alfazema,
Ainda que necessidade, ainda que poema.

Que o toque da sua mão seja puro e esmero.
Que a mocidade do seu corpo não esteja no hoje,
Mas sim em todo o tempo do mundo.
Não que se veja sempre jovem,
Mas que se veja sempre linda.
Não que respire como antes,
Mas que suspire como nunca.

Pois seu corpo é a tradução instantânea do meu eu,
Por tudo que se compõe em uma canção,
Dada a maestria da organização,
Criação recente de todas as músicas,
Seja, ainda que distante, a minha musa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Análise Visual do Comportamento Estudantil


Hoje, foi um dia menos comum. Entrei, na sala de aula, e comecei a ministrar a aula para uma turma com alunos, em média, com 17 anos. Desta vez, eles não chegaram atrasados, porém, eu pude sentir que não havia um interesse maior sobre o que eu estava falando. Tratava, com eles, de um assunto importante para a gramática Inglesa... Eu lhes mostrava a essência dos “Modal Verbs”. Este assunto, que é de suma importância para o aprendizado da língua estrangeira em questão, é um dos mais cobrados assuntos em exames (tais quais vestibulares, concursos...).

O meu grande desafio, hoje, não foi tentar trazê-los de volta para a aula (aqui, neste ponto, há quem possa pensar que sou um professor ruim, ou, até mesmo, desleixado, porém, há sempre aqueles que conseguem entender do que estou falando). O meu maior desafio, nesta aula, foi tentar entender o que eles pensavam, o que eles estavam fazendo, o que passava em suas mentes...

“É incrível olhar para mais de trinta pessoas e ver que todas elas tem um comportamento diferenciado. Muitos (quase todos) não prestam atenção a uma palavra que lhes é dita. Olhar para eles, de onde estou, é horrível; eles pulam, brigam, discutem e batem uns nos outros. Se você conseguir apagar o som que fica ao redor, poderá perceber o quão inacreditável é... É como nos filmes de guerra, nos momentos em que estoura uma granada, e o homem não consegue ouvir nada mais além do zumbido e consegue, também, ver os movimentos catedráticos e inorgânicos que conseguem fazer.”

Saber que isto acontece, não traz felicidade para mim. Como professor, eu tenho que tentar despertar a vontade de ser alguém nos meus estudantes... Mas, neste momento, eles deixam de ser estudantes e voltam a ser alunos. Não se deve impor culpas... Porém, será que é o meu dever, como educador, criar os filhos de outrem? Ou devo eu, acompanhar esta criação e implantar, na cabeça deles, o conhecimento adequado para que, integrado ao consolo familiar, estes se sintam aptos a crescer moral, psicológica e intelectualmente?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dica para o enigma

Aqui vai mais uma dica para o enigma do Centro Educacional São Rafael.

- Como escritor brasileiro, escrevi um livro amarelo que introduziu, aos personagens,
o conhecimento sobre uma casa que dava uma segunda chance a quem, realmente, necessitava.

sábado, 10 de julho de 2010

Portas da Felicidade

Homem chegou a uma cidade e queria saber o que havia de tão especial nela, pois todos os seus amigos, quando de férias, viajaram para lá. Nenhum deles lhe disse o que estavam indo fazer, pois eles lhe indicavam a existência de um segredo muito valioso escondido naquelas terras.
Este Homem arrumou, rapidamente, as suas malas e decidiu embarcar, no primeiro ônibus, em direção à cidade que lhe prometia um segredo que mudaria a sua vida. Depois de muitas horas de viagem, ele decidiu abrir um livro e começar a ler. Até que a sua visão ficou turva, ele leu alguns capítulos que lhe deram sono.
Quando o ônibus parou, Homem despertou do seu sono literário e abriu os olhos para enxergar as primeiras casas que surgiam na pista que levava à cidade do segredo. Após carregar as suas malas, decidiu ir ao hotel no qual ficaria hospedado.
O rapaz que trabalhava lá ajudou-o a levar as coisas para o quarto, mas, assim que guardou as suas malas, Homem perguntou ao outro: “Me falaram sobre um segredo que esta cidade guarda, posso saber onde fica?” – O rapaz sorriu e lhe disse que havia uma casa bem grande que guardava este segredo que atraía tantos turistas.
Homem pegou a sua carteira e saiu feliz para ir de encontro a esta casa que iria lhe agradar com alguma surpresa. Quando Homem estava saindo do hotel, ouviu o mesmo rapaz de antes gritar para ele: “Lembre-se... É a maior casa da cidade...” – Homem sorriu para o rapaz e saiu andando acompanhado, apenas, da sua felicidade.
Após procurar com muita veemência pela casa, Homem descobriu que estava no lugar errado. Perguntou para muitos cidadãos e acabou descobrindo, exatamente, onde ficava o casarão. Ele chegou ao local, viu que a casa era, realmente, enorme e decidiu adentrá-la. Assim que entrou, viu um mural bem grande lhe indicando as regras para andar na casa. Primeiro, dizia que cada pessoa que entrasse só poderia entrar uma vez e nunca mais deveria voltar a entrar a casa. Depois, havia a regra que dizia que a cada andar haveria uma indicação para a busca, porém, a cada andar subido, jamais a pessoa poderia voltar a descer e escolher o que já havia passado.
Homem ficou muito contente com a última placa que indicava: “Corra e conquiste a sua felicidade.” – Ele subiu para o primeiro andar e encontrou na porta: “Aqui, você encontra a fé”; Homem sorriu e continuou subindo. No segundo andar, ele encontrou: “Aqui, você encontra a fé e a alegria”. Homem estava cada vez mais feliz e decidiu subir os degraus mais uma vez. Ao terceiro andar, ele encontrou: “Aqui , você encontrará a fé, a alegria e a inteligência”.
Homem já tinha, em sua mente, o que poderia vir depois. O que uma pessoa desejaria além de fé, alegria e inteligência..? Homem se deparou com os degraus que levavam para o último andar. Chegou à porta e encontrou-a aberta. Dentro da pequena sala havia uma placa indicando: “Aqui termina a sua jornada. Se nenhuma das portas lhe serviu, deve sair da casa, exatamente, como entrou.”

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem são os verdadeiros críticos?


O que me deixa invocado é essa discussão sobre os críticos. Eles são bons, não são? Devemos segui-los, devemos ouvi-los? E esta discussão vem ultrapassando épocas e idades, pois todos querem embasar as suas “teorias” em uma vertente já utilizada.
Como diria um amigo de colegial, “pois bem”, já li inúmeros comentários sobre o que é ser crítico. E me perguntam, diversas vezes, o que é ser um crítico. Daí surgem idéias de que eles são profissionais que não tem aptidão a nenhuma das artes e acaba se tornando um carrasco dos artistas, outros que me dizem que os críticos são os “supra-sumos” no quesito em questão. E, então, o que são eles?
Certamente, há profissionais sérios, na área, mas, como em todos os cantos da imundície trabalhista, há aqueles que estão de penetra. Quem não conhece um engenheiro que ensina física, um médico que dá aula de biologia, até mesmo um ex-advogado como gerente de uma empresa?
Estes críticos sérios trabalham em cima de teorias e argumentos, estudos e pesquisas. Eles não abrem a boca para dizer o que acham, eles confirmam, cientificamente, o que estão dizendo. Mas, o grande problema do nosso século é que a crítica, principalmente literária e cinematográfica, se tornou algo prostituído. Criou-se uma empresa “achista”.
Hoje, os pseudocríticos acreditam julgar uma obra pelo que eles acharam desta. Não há mais a citação de um autor, ou de uma constituição de argumentos que provem aquele ponto em questão, porque o que eles acham que entenderam, ou o que eles dizem ter conhecimento, está estancado numa idéia verbal sem nenhuma magnitude.
Encontramos diversos vídeos, na Internet, de homens e mulheres, adolescentes e adultos, julgando séries, novelas, filmes e livros baseados em nada. Apenas, traduzindo um contexto irrisório de uma realidade que só pertence a eles e tentando fundar um questionamento que traz uma solicitude de piedade para com si próprio.
É preciso que se estude bastante e que se conheça muito para que se chegue ao ponto de criticar um autor, um diretor, um roteirista ou, até mesmo, um ator. Brasileiros do meu coração, podemos todos criticar (temos a liberdade de expressão), mas cuidado para que essas críticas sem embasamento não caiam nos ouvidos (ou olhos) daqueles que entendem, pois a sua rápida e ineficaz fama, pode se tornar uma exclusão social.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Existe vida após a morte?


Se existe, ou não, muita gente não saberia dizer, porém, outras já dizem, com veemência, que há um outro lado para se descobrir. Sempre tendemos a considerar ideologias que nos dêem margens ao reconhecimento de uma saída ao nosso maior medo. Entrando neste aspecto, sabemos que o nosso maior medo (e tabu) é a morte.
O que fazer quando sabemos que uma pessoa que amamos já se foi e não poderemos mais vê-la? Cabe a nós esquecê-las? Deixá-las, eternamente, gravadas na memória? E se isso for pouco para o que essas pessoas representaram para nós?
Este é o preço que se paga por querer entender algo que não está explícito. O músico Raul Seixas (em algumas de suas músicas) deixou claro que preferia ser burro a entender o que estava acontecendo com a sociedade, pois, desta forma, ele não sofreria tanto.
A religião é, em sua maioria, uma desculpa para evitar um confronto direto com a vida real, muitas delas indicam um caminho cheio de dúvidas e “tolerâncias” (também conhecidos como fé) para que se possa sobreviver neste caos que as nossas próprias mentes criam.
Mas e a espiritualidade... É um desses dogmas com o qual nos escondemos da factual existência única e carnal? Há quem diga que somos espíritos envoltos numa roupagem e que vivemos de orações e luzes; mas há outros que dizem que não há mais nada após o “aqui e agora”.
Não é fácil acreditar que existem espíritos que nos rodeiam (isso é um fato), mas por que não acreditarmos naqueles que dizem que já os viram? Qual a razão para estes estarem mentindo? O que eles conseguiriam com isso?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O leitor no país da Literatura


Todos os professores deveriam introduzir a literatura aos seus alunos de uma forma mais eficaz. Não adianta continuar esmurrando a ponta da faca, pois não se atrai ninguém com base em força bruta. Os leitores devem se sentir convidados a ler, devem saber que a literatura é um mundo prazeroso e não duro e irrisório.

Alguns podem pensar: “E como vamos fazer isso?”, basta que destruamos a intenção arcaica ao clássico; paremos de tentar mostrar aos alunos que existe uma barreira falsa que separa dois tipos de literaturas (a boa e a ruim) – Esqueçam esse pensamento.

O mais importante de todos os aspectos da leitura é o interesse, e este é o primeiro passo para se iniciar no mundo literário. Qualquer que seja a obra que esteja lendo... É de suma importância que dê o primeiro passo... Se o que está lendo, agora, é o que chamam de infantil, medíocre ou inválido... Continue lendo, pois descobrirá, assim, um país totalmente novo e constituído de leis muito agradáveis... Este país se chama LITERATURA.